Vibrações da mente política na perspetiva de um mero jovem insular
O nosso país, vive um período conturbado a nível político, é uma avalanche de desafios
e obstáculos, que não permitem remar para a direção certa. Portugal, sempre sofreu crises
sociais e económicas, nunca soube evitar esse período, sendo que a atual crise que
atravessamos é controversa em vários sentidos, onde uma geração jovem, não tem a
capacidade financeira, de obter um direito básico consagrado na nossa constituição, de
forma digna e acessível.
Certo, modo a minha geração perdeu a qualidade de vida, que os pais tiveram o
privilégio de usufruir, de forma livre e espontânea a sua experiência enquanto jovens
adultos a começar a vida, o mesmo já não se pode dizer da minha geração, que hoje está
mais contida nesse aspeto, devido às constantes mudanças económicas e sociais que o
país atravessa, o que causa instabilidade para esta juventude.
Assim sendo, posso falar pela minha experiência própria, a vida de um mero jovem em
Portugal é extremamente difícil, para obter a sua independência financeira na totalidade,
muitos recorrem à ajuda de terceiros, como o meu caso ainda, as elevadas despesas
impostas pelo estado português, só acentuam essas realidades.
Deste modo, não consigo obter a minha liberdade financeira nas minhas decisões
pessoais e nas minhas próprias escolhas, acabo por ficar limitado a oferta da minha classe
social, o que na minha perspetiva é difícil de lidar e aceitar diariamente. Supostamente
no nosso país, teríamos a acesso a todas as regalias de forma comum, mas isso não
acontece na minha classe social, no caso de uma simples ida ao museu, onde é elevado o
custo, para um estudante universitário.
O enquadramento geográfico do nosso país supostamente, seria fácil nesse âmbito
resolver os problemas que mencionei, nas alíneas anteriores, mas pelos vistos a dimensão
territorial, afeta o pensamento da sociedade política a resolver problemas básicos de
resolução, como também não permite salvar o país dos extremos sociais que vivemos
atualmente.
Contundo, chego a conclusão que a cultura é a principal causa deste distúrbio político,
certa forma, permite aos responsáveis levar o nosso contexto financeiro ao desequilíbrio
social, o simples pensamento retrogrado como se deve gerir os problemas que
enfrentamos.
Tiago Marques
João Firmeza
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