Os jovens e a política.
Será “Os jovens desistiram da política e não querem saber” ou “A Política tem desistido dos jovens”?
Bem, acredito que é a segunda opção, sem dúvidas. Nesta notícia da Rádio Ria fica clara a posição dos jovens sobre o mundo da política.
Algumas pessoas costumam dizer que os jovens de 18 a 25 anos ou até os mais novos como eu não querem saber dos discursos longos dos deputados ou dos artigos de opinião sobre polémicas, políticas ou reformas.
O problema é que isso é verdade, muitos de nós não queremos saber dessa forma de participação cívica. Porém, e diz a notícia, que tudo que não envolva um contacto direto com o mundo partidário, petições, manifestações, já é muito mais participado pelos jovens.
Dito isto, podemos tirar conclusões. Existe alguma razão do porquê de isto ser assim, da abstenção jovem continuar a ser alta. Refletindo, percebe-se algo imediatamente. Os partidos políticos até certa altura recente tinham apenas uma minúscula parte dos seus programas eleitorais dedicada aos problemas dos jovens, e isto verifica-se hoje, onde muitos de nós teremos de emigrar e muitos com qualificações já o fizeram. Os governos preferiram boys partidários a jovens qualificados, preferiram impostos altos e burocracia para dificultar o empreendedorismo, preferiram subir salários à prescrição a criar riqueza e preferiram ter 723 mil casas devolutas do Estado do que habitação a preço acessível. É pela atractividade dos outros países face a Portugal, e pelo descrédito no sistema instalado que muitos de nós não se revêm no sistema partidário, causando maior abstenção.
O que quero deixar claro, é que os jovens são o futuro de qualquer país, os nossos, em especial, são muito qualificados, têm uma voz, e querem utilizá-la. Estamos interessados e lutamos por aquilo em que acreditamos, o sistema político é que tem que perceber que tem que falar para nós.
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